No princípio era só vazio e escuridão, até que as persianas foram abertas e uma cama se instalou. Parece que é um conceito geral, ou uma coincidência imposta, que todas as casas novas comecem pela cama. Depois vêm os utilitários essenciais à vida moderna: fogão, geladeira, micro-ondas, maquina de lavar (e secar, por favor!). Cafeteira elétrica, não. Curiosamente há os que se contentam com o coador de pano, ou uma Moka italiana. Isso é ser vintage.

Edredom de flamingo, travesseiros de pena, cortina de linho, lençol egípcio, toalhas 100% algodão, abajur da avó (herança) com lâmpada de filamento (frescor contemporâneo). Depois surgem a mesa e cadeiras Eames, o aparador ao estilo provençal e o sofá de palete. Isso é ser cool.

Pelego sobre a poltrona – e a própria poltrona Paulo Mendes – pôster de filme, vitrola retrô e vinis dos anos 80 (outra herança) são supérfluos fundamentais!

Vela perfumada, sabonete de chia, hidratante sem parabenos, mapa-múndi, bonsai, rede, DVD, TV de plasma, Apple TV, mesa para iMac, Macbook, maquina de escrever (Olivetti), adega climatizada, sapateira, lustre, lâmpada amarela (a branca é cafona).

Samambaia, esculturas indígenas, panelas de barro, panela de cerâmica, colher de pau, açucareiro de pavão, batedeira, processador de legumes, talher furta-cor, imã de geladeira (souvenir), papel de parede, papel higiênico, papel toalha, papel de arroz, louça chinesa (para o chá) e portuguesa (para a ceia).

Santo Antônio, estatua de Buda, sal grosso, olho grego, espelho, espada de ogum, mini carranca, incenso, flores (no quarto), plantas (na sala), cactos (na cozinha), livros (no quarto, na sala, na cozinha).

Tapete, em toda parte: reciclado, de sisal, de pelúcia, de couro (vegano). Armário, do tipo closet aberto. Paredes: brancas. Afinal, a proposta é ser minimalista.

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